terça-feira, 12 de julho de 2011

SÃO PAULO UMA DAS CIDADES MAIS CARAS DO MUNDO

São Paulo foi considerada a 10ª cidade mais cara do mundo, de acordo com a consultoria Mercer. O custo de vida na capital paulistana está mais alto do que em Londres, Paris ou Nova York. Este estudo comparou 200 itens como moradia, transporte e alimentação, tendo como base o custo de empresas multinacionais para manter um funcionário estrangeiro na cidade.Há um ano, a cidade de São Paulo estava como 21ª mais cara do mundo. Diante da valorização do real e o aumento dos valores de imóveis no mercado imobiliário, a cidade pulou 11 posições, ficando em 10º lugar entre as 214 localidades avaliadas. Outra cidade brasileira que também disparou no ranking foi o Rio de Janeiro, que passou da 29ª posição para 12ª neste ano. A terceira cidade brasileira que figura nessa lista é Brasilia, que subiu 37 posições – da 70ª para a 33ª.


Porém, não é um mal sinal subir algumas posições na lista. Segundo a pesquisadora sênior da Mercer, Nathalie Constantin-Métral, as taxas de câmbio da America do Sul permaneceram estavéis, mas o real teve um fortalecimento significativo comparado ao dólar, o que fez que o custo de vida se tornasse mais caro para um estrangeiro.No topo da lista de cidades mais caras está Luanda, em Angola e o segundo lugar ficou para Tóquio, no Japão. Nos EUA, a cidade mais cara é Nova York, na 32ª posição, seguida de Los Angeles e Chicago. O objetivo desta pesquisa é auxiliar empresas multinacionais a definirem os subsídios aos seus funcionários enviados a outros países.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

MOEDA COMEMORATIVA 300 ANOS DE OURO PRETO, MINAS GERAIS



O Banco Central do Brasil e a Casa da Moeda do Brasil lançarão na próxima sexta-feira (1º de julho) uma moeda comemorativa (foto) em homenagem aos 300 anos de Ouro Preto (MG). Elaborada em prata, a moeda tem valor de face de cinco reais - no anverso há uma composição representando a arquitetura da cidade, com destaque ao casario e igrejas.

A moeda custará R$ 140 e poderá ser adquirida a partir da próxima segunda-feira (4/7) no site
do Banco do Brasil.

domingo, 3 de julho de 2011

POEMA DE VICENTE DE PERCIA

COMUNGANDO

Joguei olhares vazios àquela região de vida inóspita.


Atravessada por um único caminho,


Ladeada de rochas.



Toda aquela matéria: estéril, tortuosa,bruta,


Diminuía minha estrutura.




Bastava um olhar longínquo,


para me transformar em pedra.



Eram perguntas –


pois sabia que não via o que via


no começo do caminho –




O corpo se juntou à terra



complacente de seu dever.



No horizonte eu era um todo.





II



Verdes encostas que sustentam cores no íntimo do homem,


Elevam lembranças a esse espaço compacto,


Aguçando a mente.




Geme o boi no cheiro da mata.


No sucesso exato,


enriquecendo cofres com seu sacrifício.





Esconde-se a caça entre as moitas de espinhos longos,


Seus pequenos ninhos;


Bons divertimentos para os cães fiéis.



Foge a trilha das encostas passos indicando a direção,


onde o canto existe.


Sob um teto quente resvala a chuva sem obstrução.





III



Molhei os pés nas areias quentes que rodeavam o rio.


Toquei nos grãos amarelados que cobriam a terra.



Pedaços de tempo


deixei escapar por entre dedos ágeis


que sustinham matéria,


outrora homogênea.





Sequei meu corpo no firmamento,


compacto fiquei .




Quebrei raios de sol,


estilhaços lancei.



Imergi na nova terra



Do livro: “Brasil da Silva:Mistérios de Chorar”,de Vicente de Percia, Edit/ Achiamé, Rio de Janeiro, 1ª edição, 1982. Prefácio de Antônio Carlos Vilaça: introdução de Dalma Braune Portugal do Nascimento; orelha: José Carlos Gondim; conta capa: Rose Marie Muraro.

AUTO RETRATO FRIDA KALO EM MUSEU NA CIDADE DO MÉXICO

Además, la entrada al museo será gratuita durante esos días para todos los que vengan caracterizados como Frida, con trenzas y listones en la cabeza, o las cejas imitando las suyas.

¿Te gustaría tener una foto con Frida? Para celebrar los aniversarios 104 del nacimiento y el 57 luctuoso de la pintora, te invitamos del 6 al 13 de julio a visitar el museo y tomarte un autorretrato con alguna de sus 24 obras de nuestra colección permanente.



Por cuestiones de protección a los derechos de autor, la toma de fotografías al interior de las salas del Museo Dolores Olmedo está prohibida, pero en esta ocasión haremos una excepción. Por un donativo de $50 pesos podrás ingresar con tu cámara a la Sala Frida Kahlo para tomarte un autorretrato delante de alguna de las obras de la artista. Este donativo estará destinado a contribuir con la conservación de las obras y al mantenimiento del Museo Dolores Olmedo. Las fotos deberán ser tomadas con cámaras personales o de dispositivos móviles (teléfonos celulares, iPods, etc), sin flash ni tripies. Podrás compartir tus fotos en nuestros perfiles de redes sociales en Flickr, Facebook y Twitter.

terça-feira, 28 de junho de 2011

VICENTE DE PERCIA RECOMENDA

Desde século XVI, EUA e Inglaterra desenvolvem, com êxito, estratégias interessadas em “dominar o mundo”. Mas para onde expandi-lo, agora?


“Venho hoje reafirmar uma das mais antigas,
uma das mais fortes alianças que o mundo já viu.
Há muito é dito que os Estados Unidos e a Grã Bretanha
compartilham de uma relação especial”
Barack Obama: “Discurso no Parlamento Britânico”, em 25/5/ 2011

Por José Luís Fiori

Existe uma idéia generalizada de que a Geopolítica é uma “ciência alemã”, quando na verdade ela não é nem uma ciência, nem muito menos alemã. Ao contrário da Geografia Política, que é uma disciplina que estuda as relações entre o espaço e a organização dos estados, a Geopolítica é um conhecimento estratégico e normativo que avalia e redesenha a própria geografia, a partir de algum projeto de poder específico, defensivo ou expansivo. O “Oriente Médio”, por exemplo, não é um fenomeno geográfico, é uma região criada e definida pela política externa inglesa do século XIX, assim como o “Grande Médio Oriente”, é um sub produto geográfico da “guerra global ao terrorismo”, do governo Bush, do início do século XXI. Por outro lado, a associação incorreta, da Geopolítica com a história da Alemanha, se deve a importância que as idéias de Friederich Ratzel (1844-1904) e Karl Haushofer (1869-1946) tiveram – direta ou indiretamente – no desenho estratégico dos desastrosos projetos expansionistas da Alemanha de Guilherme II (1888-1918) e de Adolf Hiltler (1933-1945). Apesar disto, as teorias destes dois geógrafos transcenderam sua origem alemã, e idéias costumam reaparecer nas discussões geopolíticas de países que compartilham o mesmo sentimento de cerco militar e inferioridade na hierarquia internacional. Mas a despeito disto, foi na Inglaterra e nos Estados Unidos que se formularam as teorias e estratégias geopolíticas mais bem sucedidas da história moderna.

Sir Walter Raleigh (1554-1618), conselheiro da Rainha Elizabeth I, definiu no fim do século XVI, o princípio geopolítico que orientou toda a estratégia naval da Inglaterra, até o século XIX. Segundo Raleigh, “quem tem o mar, tem o comércio do mundo, tem a riqueza do mundo; e quem tem a riqueza do mundo, tem o próprio mundo”. Muito mais tarde, quando a marinha Britânica já controlava quase todos os mares do mundo, o geógrafo inglês Halford Mackinder (1861-1947) formulou um novo princípio e uma nova teoria geopolítica, que marcaram a política externa inglesa do século XX. Segundo Mackinder, “quem controla o “coração do mundo” comanda a “ilha do mundo”, e quem controla a ilha do mundo comanda o mundo”. A “ilha do mundo seria o continente eurasiano, e o seu “coração” estaria situado – mais ou menos – entre o Mar Báltico e o Mar Negro, e entre Berlim e Moscou. Por isto, para Mackinder, a maior ameaça ao poder da Inglaterra seria que a Alemanha ou a Rússia conseguissem monopolizar o poder dentro do continente eurasiano. Uma idéia-força que moveu a Inglaterra nas duas Guerras Mundiais, e que levou Winston Churchill a propor – em 1946 — a criação da “Cortina de Ferro” que deu origem a Guerra Fria.

Do lado norte-americano, o formulador geopolítico mais importante da primeira metade do século XX, foi o Almirante Alfred Mahan (1840-1914), amigo e conselheiro do Presidente Theodor Roosevelt, desde antes da invenção da Guerra Hispano-Americano, no final do século XIX. A tese geopolítica fundamental de Mahan, sobre a “importância do poder naval na história”, não tem nenhuma originalidade. Repete Walter Raleigh, e reproduz a história da Marinha Britânica. E o mesmo acontece com as idéias de Nicholas Spykman (1893-1943), o geopolítico que mais influenciou a estratégia internacional dos EUA na segunda metade do século XX. Spykman desenvolve e muda um pouco a teoria de Mackinder, mas chega quase às mesmas conclusões e propostas estratégicas. Para conquistar e manter o poder mundial, depois da Segunda Guerra, Spykman recomenda que os EUA ocupem o “anel” que cerca a Rússia, do Báltico até a China, aliando-se com a Grã Bretanha e a França, na Europa, e com a China, na Ásia.

No cômputo final, o que diferencia a geopolítica anglo-americana é a sua pergunta fundamental: “que partes do mundo há que controlar, para dominar o mundo”. Ou seja, uma pergunta ofensiva e global, ao contrário dos países que se propõem apenas a conquista e o controle de “espaços vitais” regionais. Além disto, a Inglaterra e os EUA ganharam, e no início do século XXI, mantém sua aliança de ferro com o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia: derrotaram e cercaram a Rússia; mantém seu protetorado atômico sobre a Alemanha e o Japão; expandiram sua parceria e seu cerco preventivo da China; estão refazendo seu controle da África; e mantém a América Latina sob a supervisão da sua IVº Frota Naval. E acabam de reafirmar sua decisão de manter sua liderança geopolítica mundial.

Existe, entretanto, uma grande incógnita no horizonte geopolítico anglo-americano. Uma vez conquistado o poder global, é indispensável expandi-lo, para mantê-lo. Mas, para onde expandi-lo?

–
José Luís Fiori é professor titular e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional da UFRJ, e autor do livro “O Poder Global”, da Editora Boitempo, 2007

domingo, 26 de junho de 2011

GLOBALIZAÇÃO. "O TABLÓIDE- PERCEPÇÃO VERSUS IMPOSIÇÃO'




O TABLÓIDE-PERCEPÇÃO VERSUS IMPOSIÇÃO







A revista de domingo possui muitas propagandas, a maioria das páginas mostram: cosméticos, moda, jóias, carros, eletrodomésticos, bancos etc... Todas com pouco texto e ótimas fotografias. Um artigo sobre museus se difere dos demais, porém há uma estratégia motivadora mostrando obra de Cindy Sherman (1989) em que se veste de uma madona renascentista. Assim, os conceitos de consenso de convergência em relação ao objetivo do caderno estão salvos. As produções de ordem em uma escala mundial seguem os objetivos a serem alcançados do ponto de vista comercial. É preciso, pois ter anunciantes, vender produtos e, como tal, o tablóide foi cunhado para atingir sua meta.



As ambições intelectuais contemporâneas não são tão exigentes elas surgem e desaparecem como meteoros. Há conceitos que afirmam que a globalização tem efeitos globais, porém até que ponto pode gerenciar bons efeitos globais nos desvencilhando de uma passividade permissiva.



A melhoria em escala global difere das condições de vida de cada um. Os efeitos globais da comunicação não são imprevisíveis; o mundo diferente é sempre melhor que o nosso. A imagem da globalização não desordena, apenas mostra somente a fatia que deve ser comida e para estabelecer as regras o público é o alvo. A formação e senso-crítico do Homem é que ditará o que deve ser plantado, o que é um desafio. Os resultados desta digestão não importam e tão pouco é um desafio.



Direcionar as matérias para uma única identidade é a meta imposta para permitir “novas oportunidades de vida para todos”. A ideia de globalização é calcada em um discurso atual que tem por base a eficiência e a deficiência cultural. Ter uma expectativa fora deste prisma é quebrar uma rede de informações onde a certeza é mais forte que a probabilidade. Como reconquistar uma nova identidade? Apoiada na capacidade em defender os territórios do conhecimento com embasamento? Revisitar obras de Claude Levis- Strauss, Lyotard, Marchel Duchamp, Oscar Niemeyer, Lúcio Costa entre outros é uma excelente forma para compreender a diferença entre Percepção e Imposição.



Existe uma “fraqueza” permanente que reivindica os direitos em estabelecer uma ordenância para visualizar regras a respeito dos sinais da globalização. Tal postura quer queira ou não exige uma regularidade no qual um sistema existe, mesmo que preterindo, os modelos já consagrados são vistos, como é o caso da pós-modernidade, amplamente divulgada e que por incrível que pareça ainda desperta certo fascínio. Poucos buscam explicitar respostas plausíveis que mostrem as dificuldades dos agentes em convencer meritoriamente os alcances das rupturas na arte, assim como na sociedade como um todo apreendendo os novos significados que deveriam revelar propósitos e conseqüências sociais.



Este processo em busca de definição abre um abismo cada vez maior entre os que têm interesse em situar as ações humanas, pois elas são raízes e um observatório para compreendermos a dinâmica de um ciclo e a maneira sobre nossas percepções de tempo e espaço. É importantíssimo não só observar o mundo, mas ser observado. Indagar a interatividade das mensagens não basta, é preciso falar em uma nova elite que elege, entre elas estão às redes sociais e o seu manuseio. Já virou o refrão: “muitos observam poucos. Ao pouco que são observados são as celebridades”


Vicente de Percia

segunda-feira, 20 de junho de 2011

ALFRED HITCHCOCK EM ALTA


Em cartaz, ampla retrospectiva sobre obra do mestre — que, embora sempre autoral e inovador, nunca desprezou sucesso de público



Por José Geraldo Couto A maior retrospectiva da obra de Alfred Hitchcock já realizada no país está em cartaz nos Centros Culturais do Banco do Brasil (CCBBs) de São Paulo (até 24 de julho) e do Rio (até 14 de julho). São 54 longas-metragens, três curtas e 127 episódios da série televisiva Hitchcock presents.



Desnecessário falar sobre a importância de Hitchcock, o homem que transformou o suspense em linguagem e levou ao seu ponto máximo as possibilidades da narrativa cinematográfica clássica, com sua capacidade de manipular o olhar e a emoção do espectador. Uma vasta bibliografia já se encarregou disso. Recomendo em especial três livros: o monumental Hitchcock/TruffautHitchcock, publicado pela primeira vez por Eric Rohmer e Claude Chabrol em 1957, e absurdamente nunca traduzido no Brasil; e o introdutório Alfred Hitchcock, o mestre do medo (Brasiliense, esgotado), de Inácio Araujo. (tradução de Rosa Freire d’Aguiar, Companhia das Letras), em que o mestre inglês fala exaustivamente de cada um de seus filmes ao admirador e discípulo francês;



O fracasso como erro



Chamo a atenção apenas para um aspecto que me parece central na figura do cineasta: ninguém conseguiu superar tão bem quanto ele a dicotomia que parece dilacerar o cinema desde seus primórdios, a saber, a dicotomia entre arte e indústria. Para Hitchcock, um filme seria tanto mais bem-sucedido artisticamente quanto mais êxito obtivesse na bilheteria. Para ele, a sentença não era arte x indústria, mas arte = indústria, o que, na boca de um outro cineasta (que dirá de um crítico) soaria como uma heresia mercenária.Falando sobre o eventual fracasso de algum de seus filmes, Hitchcock nunca culpava a incompreensão da plateia, a tacanhez do sistema, os problemas de distribuição ou qualquer outra coisa do tipo. Via-o como um erro seu: um ator mal escolhido para ser o vilão ou o herói, uma revelação da trama feita na hora errada, um truque ótico deficiente. Ou uma avaliação errônea sua sobre a psique de seu público.



Sucesso e invenção



Por exemplo: considerava que A tortura do silêncio tinha fracassado (relativamente) na bilheteria porque a idéia católica do segredo do confessionário era pouco compreensível para um espectador majoritariamente protestante. Pouco importava para ele que o filme fosse, segundo boa parte da crítica (e me incluo nessa linha), uma obra-prima. O fato de o grande público não se interessar era um sinal de fraqueza, de falha, de insuficiência.Se, por um lado, sua obra ajuda a solapar a desconfiança um tanto arrogante da crítica diante de tudo o que faz sucesso, ajuda também a jogar por terra a ideia de que, para atingir o público, é preciso abrir mão da ousadia e da invenção, repetindo fórmulas e formas já experimentadas (e transformadas em fôrmas). Poucos cineastas inventaram tanto, em termos de decupagem, enquadramento, movimentos de câmera. Poucos pensaram de maneira tão cinematográfica (vale dizer: tão distante do discurso literário e da impostação teatral).Por tudo isso, e pelo puro prazer que seus filmes proporcionam, sempre vale a pena voltar a Hitchcock.