| Crítica: Scala de Milão traz elenco afinado em montagem de "Giselle" |
Como uma companhia de dança tradicional, em que o repertório clássico ainda é o carro-chefe --embora também se permita a experimentações modernas--, o Teatro Scala de Milão cumpre com dignidade a missão de perpetuar o balé.
Em sua terceira passagem pelo Brasil, o grupo dirigido pelo russo Makhar Vaziev (ex-diretor e ex-primeiro bailarino do Kirov Ballet) apresentou "Giselle", o grande clássico da era romântica.
Em São Paulo, a companhia foi acompanhada pela Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, sob regência do maestro italiano Alessandro Ferrari. Na estreia paulistana, no Theatro Municipal, a dupla de protagonistas Petra Conti (Giselle) e Eris Nezha (Albrecht) mostrou-se afinada com a leveza solicitada pelos personagens, principalmente no segundo ato, mais dramático e complexo em termos técnicos da dança.
"Giselle" é o tipo de história de amor sem final feliz, o que talvez contribua para que seja ainda mais admirada. A camponesa que vive com a mãe em uma pequena aldeia se apaixona por um lenhador.
Na verdade, ele era um lorde disfarçado para ficar próximo de Giselle, que descobre toda a farsa e também o fato de ele já ser comprometido. Muito triste, ela passa a ter devaneios de loucura, se fere com uma espada e morre.
O segundo ato é marcado pelo plano das sombras, onde reinam as donzelas Willys, que morreram antes do casamento e rondam os campos para fazer suas vítimas dançarem até a morte.
Giselle junta-se a esse grupo, aparece para seu amado, mas consegue salvá-lo da morte. Esta segunda parte do espetáculo compensa a fragilidade da primeira, em que o excesso de mise-en-scène o torna às vezes infantil.
Em cena, as Willys da companhia italiana entram afinadíssimas, com movimentos precisos e pernas elevadas na mesma altura, o que denota um corpo de baile em sintonia. Os braços e petinés (pequeno passo em que os pés ficam próximos e se movimentam rapidamente) são visivelmente bem estudados para alcançar a delicadeza.
Aliás, por necessitar de movimentos de extrema precisão, além de força, agilidade e outras inúmeras habilidades dos bailarinos, o balé clássico ganha em virtuosismo quando estes parecem estar fazendo pouco esforço, como é o caso do elenco do Scala. Com alguns, mas poucos erros nas principais variações, eles saltam, giram e se movimentam com desenvoltura, fazendo tudo parecer simples.
Os cenários e figurinos criados por Aleksandr Benois e reelaborados por Angelo Sala e Cinzia Rosselli contribuem para a magia do espetáculo, em que se destaca novamente o segundo ato, com suas árvores retorcidas e o tom soturno na medida certa.
Após passagem por Goiânia e Belo Horizonte, a companhia passa pelo Rio de Janeiro, de 18 a 22 de julho, no Theatro Municipal.
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VICENTE DE PERCIA - NOTÍCIAS ATUAIS, CRÍTICAS,LITERATURA,TEATRO,ARTES PLÁSTICAS, MÚSICA, CINEMA.
domingo, 15 de julho de 2012
CRITICA DE GISELLE DO SCALA DE MILÃO
sexta-feira, 13 de julho de 2012
CRÍTICA DA ÓPERA "RIGOLETTO" DE VERDI - TEMPORADA 2012 THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
UM RIGOLETTO
COM POUCO BRILHO
Vicente de
Percia
Aberta a
temporada de ópera de 2012 do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O público
compareceu em massa, esperançoso em assistir um bom espetáculo, visto que as
últimas montagens ressaltando alguns interpretes e vozes como a da soprano argentina
Paula Almenares em Lucia di Lammeermor de Donizetti. Infelizmente “ Ricoletto”
estava muito aquém dos espetáculos operísticos já apresentados nesse Theatro,
incluindo a obra em foco.
Verdi sempre
exige sempre boas vozes e timbres específicos e “ Rigoletto” não foge a regra.
Ópera em três atos, libreto de Francesco Naria Piave alicerçado em “Le Rois s’
Amuse de Victor Hugo. Estreia no Teatro de La Fenice , Veneza em 11 de Março de
1853. As informações é que ela foi composta em apenas 40 dias em plena jovialidade
de Giuseppe Verdi(1813/1901).
O Bufão (Rigoletto)
é personagem centralizador dessa ópera o que não coloca em segundo plano os
demais personagens. O barítono italiano Roberto Frontali apesar de ter uma boa
voz não convenceu no papel principal, faltou- lhe presença, dramaturgia, enfim
suporte para impor o grande canalha e sua complexidade.
Fernando
Portari surpreendeu, porém não imprimiu a altivez, o domínio e a destreza
necessária ao Duque de Mântua. Em La Donna
e móbile” no terceiro ato na estreia não
foi convincente. Ficou um querer mais.
Artemisa
Repa ( Gilda) excelente postura dramática, bela voz. Faltou um entrosamento
maior com a personalidade da personagem.
Nessa
montagem o cenário não passou de razoável e a decisão de jogar imagens no
cenário foi desastrosa e o ambiente escuro em nada contribuiu para o drama. Sem
dúvida apesar de não ser o desejado melhor que os chamados “cenários
contemporâneos”.
A direção
musical do maestro Oswaldo Ferreira Tudo não foi feliz, a obra estava solta sem
vigor de uma história que requer o domínio do drama.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
INSTRUMENTO DE USO ATUAL CAPTA RITMO DA METRÓPOLE
Nos celulares, imagens da metrópole em seu ritmo
Publicado by depercia

Fotógrafo ligado ao projeto SelvaSP propõe novos olhares sobre a cidade e revela que é possível voltar à rua para apreciar potencial sempre presente de beleza urbana
Por Denise Martins, Fotos: Leo Eloy
Hoje parece fácil fotografar a cidade. Mas este gênero, a fotografia urbana, cujo nome mais expoente talvez seja Henri Cartier-Bresson, está cada vez mais difícil de acontecer longe de clichês. Ao mesmo tempo, está cada vez mais fácil de ser realizada, em parte pelo avanço das câmeras de celulares. É a partir desta união – cidade e celular – que encontramos novos olhos neste momento do compartilhamento.
Tal como nômades, os habitantes da cidade deixam seus rastros, hoje construídos digital e visualmente em redes sociais. O desenvolvimento da tecnologia incorpora a mobilidade e a leveza aos olhos do fotógrafo, permite um retrato menos invasivo e maior intimidade com o retratado. Os celulares, mais recentemente, e sites de compartilhamento direto, como o Instagram, proporcionaram o que faltava: o ritmo da cidade às fotografias sobre elas.
Um dos debates dentro da fotografia de cidade trata da relação entre o local que é visto cotidianamente e a reconfiguração estética deste a partir do momento em que é visto através da lente. O reconhecimento pelo espectador do local onde se vive provoca sensações, explicadas pela semiótica, de proximidade e intimidade, reações de engajamento e afeição.
Um exemplo de fotografia feita por celular e de fotógrafo que enxerga as formas, os sentimentos, as cores da cidade e seus habitantes é Leo Eloy. Ele é fotógrafo e músico. Faz parte do projeto SelvaSP (http://selvasp.com/) e é um dos responsáveis pelo aparecimento de um novo olhar sobre a cidade, permeado pela luz e pelos grids de concreto.
Não é tão simples fotografar algo que se vê todo dia. As vivências, as próprias relações construídas pelas leis de consumo, tecnológicas e éticas, a passagem das horas, das esquinas escondidas pelo trânsito e pelos compromissos em atraso… tudo contribui para cegar estes olhos urbanos, por mais atentos e estimulados que sejam.
“O paradoxo entre perambular a esmo e, ao mesmo tempo, estar atento a todas as possibilidades do acaso”, como destaca Eloy em seu texto para o coletivo SelvaSP, é algo recorrente neste gênero fotográfico. É preciso perceber a cidade, voltar para a rua e apreciar o potencial sempre presente de beleza urbana.
O fotógrafo Leo Eloy participou da Semana de Multimeios, num debate sobre “Fotografia, vídeo e evolução”.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
BOA COMIDA É ARTE:DELICIE-SE COM ESSA MARAVILHOSA SUGESTÃO.
Estava no supermercado e passei por uma bela bandeja com medalhões de filé mignon bem cortado e no peso certinho para preparar ao ponto, como nós gostamos aqui em casa. Na dispensa, arroz arbóreo, vinho do Porto, queijo gorgonzola...O jantar já está garantido: Medalhão de Filé Mignon com uma redução de vinho do Porto (fortificado doce) que combina perfeitamente com o gorgonzola no risoto.
Ingredientes:4 medalhõesSal a gostoPimenta-do-reino a gosto15 gr de manteiga1 cebola bem picadinha100 ml de vinho do Porto tinto20 gr de manteiga gelada sem sal
Preparo:Tempere os medalhões com sal e pimenta-do-reino. Aqueça bem uma frigideira, coloque metade da manteiga e os medalhões dourando-os dos dois lados até o ponto desejado.Retire os medalhões e termine o cozimento em forno preaquecido (180º C) caso seja necessário.Na mesma frigideira, em fogo baixo, coloque o restante da manteiga e as cebolas picadinhas até murchar. Junte o vinho do Porto e reduza à metade. Finalize com a manteiga bem gelada e sirva com o medalhão.
domingo, 10 de junho de 2012
MONA LISA
quarta-feira, 6 de junho de 2012
BIENAL DE BERLIM 2012 - OPTA POR ABORDAR QUESTÕES SOCIAIS E RESVALA NA CRIAÇÃO ARTÍSTICA
BERLIM (Reuters) - Centenas de bétulas do maior campo de concentração nazista, o de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, foram colocadas ao redor de Berlim como um memorial vivo desse capítulo sombrio do passado alemão.As árvores, chamadas de Birke na Alemanha, emprestaram seu nome ao campo Birkenau, onde até 1,5 milhão de pessoas, na maioria judeus, morreram entre 1940 e 1945.A instalação "Berlin-Birkenau", do artista polonês Lukasz Surowiec, de 26 anos, integra a Bienal de Berlim, um festival de arte contemporânea devotado este ano à arte política."Esta é uma tentativa de criar um novo tipo de monumento - um monumento vivo", disse Surowiec, que colocou placas comemorativas na frente das árvores. Com a ajuda da natureza, eu tento continuar uma missão geracional de aprofundamento da memória das vítimas do Holocausto.""Meu projeto é efetivamente baseado em devolver a 'herança' aos seus proprietários."O diretor da bienal, o também polonês Artur Zmijewski, disse que parece paradoxal a seus compatriotas que o lugar onde os alemães cometeram um dos piores crimes contra a humanidade não seja na Alemanha, mas na Polônia.A instalação, uma das várias da bienal que não está confinada a uma galeria ou a um museu, é portanto sobre a "política da história", disse ele.O Holocausto e os territórios palestinos são temas fortes na bienal deste ano, que é dirigida pelo centro de arte contemporânea KW na antiga Berlim Oriental
sábado, 2 de junho de 2012
RESTAURAÇÃO EM IGREJA REVELA OBRA DO PADRE JESUÍNO DO MONTE CARMELO
A raspagem do forro da Igreja do Carmo, no centro de São Paulo, revelou uma pintura "invisível" de padre Jesuíno do Monte Carmelo. Embaixo de uma pintura grosseira no forro da nave da igreja do século 18, há um trabalho do artista barroco, como desconfiava o poeta Mario de Andrade, há seis décadas. Restauradores encontraram a imagem de Nossa Senhora do Carmo, de mãos entrelaçadas junto ao peito, rodeada por anjos e querubins.
?Me parece ser a melhor pintura dele?, disse o coordenador dos trabalhos na igreja, o restaurador artístico Julio Moraes, que considera o padre Jesuíno - artista nascido em Santos no dia 25 de março de 1764 - um dos principais nomes da arte paulista da época colonial. ?Sabemos como era o barroco no Rio, em Minas e na Bahia. Mas temos poucas informações sobre como se pintava em São Paulo no século 18.?
Naquela época, segundo o historiador do Iphan Carlos Cerqueira, a riqueza ainda não estava na capital paulista, e sim em Itu, que prosperava com a produção de açúcar, e Santos, por onde a produção era exportada. Para Cerqueira, autor do projeto A Pintura Invisível do Padre Jesuíno do Monte Carmelo: Resgate de uma Pintura Colonial Paulista, a obra foi feita entre 1796 e 1798. ?O resgate dessa obra é importante para a história da arte paulista e brasileira.?
Cerqueira disse não saber quem fez a pintura que encobriu o trabalho de Jesuíno. ?Suspeita-se que tenha sido entre o fim do século 19 e começo do 20.? Quando a obra original foi feita, explicou, utilizava-se verniz que reforçava as cores. Com o tempo, o verniz escurece a obra. ?Não havia tecnologia para restauração.? O usual era contratar um artista para refazer a pintura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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