quarta-feira, 4 de maio de 2011

CONSTRUÇÕES UTÓPICOS EM CARTAZ

Articulado por pesquisadores da UFMG portal reúne pôsteres que contam a história das utopias políticas do século 20.
A grande rede abriga desde março de 2011 um tesouro para quem estuda artes gráficas, publicidade, história, sociologia, ciência política e outras ciências. O portal Poster Gallery:
Utopian Constructions reúne mais de 3100 cartazes que traçam um panorama visual da política no século 20 – disponíveis em altíssima definição e acessíveis por mecanismos de busca variados e instigantes.
Iniciativa da Nanyang Technological University (NTU), instituição federal em Cingapura, o projeto é coordenado pelo professor Heitor Capuzzo, da Escola de Belas-Artes (EBA) da UFMG, que está em Cingapura, e foi produzido em conjunto por Marilia Bérgamo e Carlos Falci, também da EBA, além de Manuel Reis, da USP. A intenção é que atividades em torno do portal sejam inseridas em projetos de pesquisa e extensão na UFMG.
A grande maioria dos cartazes é de propaganda política, em que predominam pôsteres produzidos na antiga União Soviética, no Leste europeu e na China. A Coreia do Norte, há décadas um dos regimes mais fechados do planeta, aparece com 140 cartazes. “O portal é parte de pesquisa sobre como a mídia representou, ao longo do século 20, propostas de criação de novas sociedades”, explica Heitor Capuzzo, que está licenciado da UFMG e chegou a Cingapura em 2009.O material recebeu tratamento gráfico que envolveu uso de escâneres de altíssima resolução, e os cartazes podem ser impressos com qualidade equivalente (ou quase) à original. “Os arquivos têm até 40 megabytes, o que não é comum em sites do gênero”, informa Carlos Falci. “É possível realizar estudos muito acurados dos cartazes do ponto de vista visual”.
Busca variadaUm dos responsáveis pela classificação dos pôsteres e pela estruturação da busca, Falci destaca também a variedade das formas de encaminhar a pesquisa. Para começar, um menu lista categorias como país, data, sociedade, elementos visuais e até expressões faciais. Um segundo caminho é a escolha de tags que mostram os temas que mais aparecem no conjunto de cartazes.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

VIRUS TRANGÊNICO REFORÇA ENERGIA


Num sinal de que ciência pode desenvolver fontes energéticas limpas, pesquisadores empregam nanotecnologia para elevar capacidade geradora dos coletores de luz. Na Agência Fapesp
Um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, descobriu uma forma inusitada de melhorar a eficiência na conversão de energia solar em elétrica: por meio do uso de vírus.
O estudo, publicado na revista Nature Nanotechnology, emprega também nanotubos de carbono para aumentar a eficiência no agrupamento de elétrons na superfície da célula solar para a produção de corrente elétrica.
Essa propriedade dos nanotubos era conhecida, mas seu uso em tal aplicação era prejudicado por dois problemas. Em primeiro lugar, sua fabricação produz geralmente uma mistura de dois tipos: semicondutor e metálico. Outro problema é que os nanotubos tendem a se aglutinar, o que reduz sua eficiência.
A nova pesquisa mostrou que os efeitos dos dois tipos de nanotubos são diferentes e que os semicondutores podem melhorar o rendimento das células solares, enquanto os metálicos têm o efeito oposto.
Para resolver o problema do aglutinamento dos nanotubos, entram em cena os vírus. Xiangnan Dang e colegas observaram que uma versão modificada geneticamente de um vírus conhecido como M13, que geralmente infecta bactérias, pode ser usada para controlar o arranjo de nanotubos em uma superfície, mantendo-os separados e isolados de modo que eles não grudem uns nos outros nem causem curtos-circuitos.

BIENAL DE VENEZA DE 2011 OPTA POR "ARTE" DO CONFLITO DE ARTISTAS EGÍPCIOS

GRAFITE DE HOSNI MUBARAK

"Obras" que demonstram o descontentamento com a repressão do ditador Hosni Mubarak, entre elas a do artista Ahmed Bassiony, morto ao filmar conflitos serão as grandes vedetas da nova edição da Bienal de Veneza. O "novo", novamente surge para atrair o circuito da arte. Várias redes sociais fizeram parte da divulgação dos grafiteiros egípcios, pouco apuro técnico e mesmo estético cercam estas composições, porém nada melhor como regra 3 para tentar motivar este evento. A última edição da Bienal de Veneza foi inexpressiva e os reais questionamentos da arte foram descartados, certamente se repetirá amesma "mestice".

segunda-feira, 4 de abril de 2011

30ª BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO

As últimas edições da Bienal de São Paulo têm sido decepcionantes. Repleta de improvisações é de "vedetismos"ela se torna cada vez mais distante de informações e questionamentos da arte. Os temas propostos não estabelecem coerência com as " obras" apresentadas. Seria de mais valia que os curadores fizessem um estágio no desfile das escolas de samba, detendo-se sobre o requisito enredo, tenho certeza que aprenderiam algo.

Vicente de Percia

Luiz Pérez-Oramas é curador de arte latino-americana do Museu de Arte Moderna de Nova York (o MoMa) e estará à frente da Bienal de SP em 2012 (Divulgação) "A 30ª edição do da Bienal de Artes de São Paulo, prevista para 2012, terá o desafio de trabalhar a relação do Brasil com o mundo, através de um filtro brasileiro e latino-americano. Foi o que anunciou nesta quarta-feira, em encontro com a imprensa, o curador-chefe do evento, Luiz Pérez-Oramas. “Temos um argumento brasileiro muito bem formado e articulado com o cenário da América Latina”, disse.Nascido em Caracas, Venezuela, Luiz Pérez-Oramas é curador de arte latino-americana do Museu de Arte Moderna de Nova York (o MoMa), e está em licença de suas funções no museu para tocar os trabalhos no evento, marcado para os meses de setembro a novembro do ano que vem. O venezuelano também será responsável em 2013 pelas mostras itinerantes decorrentes da 30ª Bienal e pela participação brasileira na Bienal de Veneza.Além de Oramas, três curadores estão no projeto: André Severo, Tobi Maier e Isabela Villanueva. “Uma equipe em que cada um tem um campo de experiência diferente e que cobre bem todas as dimensões que queremos explorar”, afirmou o curador-chefe. Segundo ele, os quatro se encontrarão em São Paulo pelo menos uma vez por mês para discutir o projeto e entrar em contato com a cidade e com os artistas.Para Oramas, a Bienal tem um papel transformador da cultura brasileira, função que estaria mais viva do que nunca. “A Bienal de São Paulo é historicamente um ponto de convergência cultural. A nossa ideia é que seja também um palco de radiação. Para isso, vamos andar bastante pelo Brasil, não só para expandir a Bienal, mas para mudar a Bienal também”, completou André Severo. Oramas afirmou ainda que a 30ª edição terá menos artistas com obras expostas e que também há uma vontade de levar a exposição para as ruas de São Paulo. Isso pode ser feito durante todo o ano de 2012.Até Dezembro deste ano, estará definida a lista completa de artistas que participarão da mostra, mas em maio os curadores já terão uma lista com as obras pré-selecionadas. Em Setembro, deve ser feita a decisão sobre o desenho arquitetônico da exposição. Segundo a Fundação Bienal, cerca de quarenta pessoas trabalham na produção do evento, cujo orçamento não foi revelado."

quinta-feira, 24 de março de 2011

ARQUITETURA DA RECONSTRUÇÃO CHILENA

Depoimento de Patricio Mardones à revista AU de março fala da do papel dos arquitetos após tragédias como terremotos. Como contribuir para a recuperação do espaço?Mauricio Lima, com informações da revista AU
Após o acontecimento de uma catástrofe natural, há a necessidade da reconstrução do espaço afetado, para que as pessoas voltem a viver em sua localidade. Essa reconstrução aconteceu no Chile, em fevereiro de 2010, e deverá acontecer agora no Japão.
Na última edição da Revista AU, o arquiteto argentino Ricardo Sargiotti, sócio-fundador do estudio x arquitectos e professor de desenho arquitetônico na Faculdade de Arquitetura da Universidade Católica de Cordoba, perguntou ao arquiteto chileno Patricio Mardones como funciona o processo de reconstrução de um país após a tragédia.Leia a seguir alguns trechos desta entrevista.

sexta-feira, 18 de março de 2011

"DESGASTE" NA ARTE CONTEMPORÂNEA

Paredes descascadas e caindo aos pedaços incomodam os olhos? Não se todo o desgaste for causado propositalmente como acontece neste museu em Portugal. O MACE (Museu de Arte Contemporânea de Elvas) é o antigo Hospital da Misericórdia local e conta com instalações que, à primeira vista, podem parecer puro entulho.
A mostra "Museu em Ruínas" é resultado da reunião de diversos artistas na transformação do Hospital em ambiente cultural.

quinta-feira, 17 de março de 2011

EGITO:TEORIA DO CAOS À AMERICANA

Por Pepe Escobar, do Asia Times Tradução: Coletivo VilaVudu
Condoleeza, Condoleeza. Dê um visto para ele[Cantado, ouvido na Praça Tahrir, Cairo]
Quem esteja acreditando que a “transição pacífica” de Washington liderada pelo vice-presidente Omar Suleiman (vulgo Sheikh al-Tortura, como se ouve de manifestantes e ativistas dos direitos humanos) satisfará multidão egípcia acredita também que Adolf Hitler ou Joseph Stalin ter-se-iam safado com qualquer simples injeção de silicone.
A multidão no Egito é urbana e jovem e luta por pão, liberdade, democracia, internet, empregos e algum futuro decente, – e outras multidões por todo o mundo árabe, dois terços da população total, entendem perfeitamente o movimento dos egípcios.
Verdadeira “mudança em que se pode acreditar” (na versão egípcia) não significa apenas se livrar de um ditador que dura 30 anos, mas também do torturador-em-chefe, que até hoje sempre foi interlocutor-chave de Washington, Telavive e capitais europeias, e expoente de um regime apodrecido até o âmago, dependente da exploração sem piedade dos próprios cidadãos e receptador de ajuda que os EUA lhe oferece para implantar agendas a favor das quais virtualmente ninguém votaria no mundo árabe.
“Transição ordeira” pode também ser tomada como eufemismo chocante para “sentar no muro” – o que é muito diferente de exigir claramente qualquer democracia. A Casa Branca está convertida numa sucessão de pretzels brancos dedicados a tentar salvar o que reste do conceito. Mas fato é que, tanto quanto o Faraó Mubarak é escravo da política externa dos EUA, também o presidente Barack Obama está preso na arapuca de imperativos geopolíticos e vastíssimos interesses corporativos que não pode nem sonhar com incomodar.