domingo, 19 de setembro de 2010

LARGO DE SÃO FRANCISCO NO RIO DE JANEIRO - UM MAFUÁ

Triste imagem a do histórico Largo de São Francisco no Rio de Janeiro. Um logradouro totalmente abandonado repleto de camelos, sujo, abandonado é a imagem repetitiva do descaso dos nossos governantes em relação à sofrida "cidade maravilhosa". Os desavisados que buscam uma referências aprazível nesta região e nas proximidades saem decepcionados e sentem-se enganados ao se depararem com a realidade.

O Largo de São Francisco de Paula é um dos mais antigos logradouros da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.
Em sua origem, o logradouro era apenas uma
lagoa fora dos muros da cidade, à altura da antiga rua da Vala (hoje rua Uruguaiana), atrás da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Ao assumir as suas funções, o Governador e Capitão-Geral da Capitania do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade, 1º Conde de Bobadela (1733-1763), determinou a expansão da malha urbana para além da vala, ordenando o aterro e o arruamento da antiga lagoa da Pavuna, projeto que ficou a cargo do engenheiro militar José Fernandes Pinto Alpoim: este riscou e construiu uma vasta praça (1742), onde seria construída a nova Catedral da Sé do Rio de Janeiro, dada a ruína da antiga, a Igreja de São Sebastião do morro do Castelo.
Originalmente denominada como Praça Real da Sé Nova, em
1749 foram lançados os alicerces para a edificação da nova Catedral da cidade, paralisadas em 1752, posteriormente reiniciadas, para serem novamente paralisadas quando do falecimento de Gomes Freire.
Em
1808, com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, os alicerces da catedral foram aproveitados para a construção de uma Escola Central, depois Academia Real Militar e Escola Politécnica e que hoje é próprio da Universidade Federal do Rio de Janeiro onde está sediado o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS).
Posteriormente denominou-se Largo de São Francisco de Paula por nele estar levantado o templo da
Irmandade Terceira de São Francisco de Paula, que tinha ao lado o Hospital para tratamento dos Irmãos.
À época da
Proclamação da República Brasileira, foi oficialmente denominado de Praça Coronel Tamarindo, toponímia que a população jamais incorporou.
Foi calçada pela primeira vez em
1817, para as festas que seriam realizadas no ano seguinte por ocasião da Coroação de D. João VI, após o falecimento de sua mãe, a rainha D. Maria I.
No centro da praça foi inaugurada solenemente, em
7 de setembro de 1872, a estátua do Conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, patriarca da Independência do Brasil, executada pelo escultor francês Augusto Rochet, por encomenda do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, órgão encarregado da comissão de execução da estátua, por ocasião das comemorações do cinquentenário da Independência.
A Câmara Municipal considerava oficialmente, no ano de
1879, que o largo estava compreendido entre as ruas do Ouvidor, dos Andradas, da Lampadoza (atual Avenida Passos) e Souza Franco (atual Rua do Teatro).
Ao longo de sua história, o Largo de São Francisco de Paula tem sido cenário de manifestações populares e
comícios, como aqueles em função do Abolicionismo e da República. Posteriormente, de trabalhadores contra os baixos salários, a longa jornada de trabalho, a carestia e o desemprego, e mesmo, mais recentemente, de integrantes do Movimento dos Sem Terra.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

CHAMAMENTOS PARA REVER CONCEITOS E A PRODUÇÃO DA ARTE

O pós-modernismo invadiu o cotidiano com a tecnologia eletrônica em massa e individual, onde a saturação de informações, diversões e serviços, causam um “rebu” pós-moderno, com a tecnologia programando cada vez mais o dia-a-dia dos indivíduos.
A importância do pós-modernismo na economia foi “mostrar” aos indivíduos a capacidade de consumo, a adotarem estilos de vida e de filosofias, o consumo personalizado, usar bens e serviços e se entregarem ao presente e ao prazer.
Os pós-modernistas querem rir levianamente de tudo, nos quais encaram uma idéia de ausência de valores, de vazio, do nada, e do sentido para a vida.
A sociedade se torna emergente ou decadente, pois são baseadas nas sociedades pós-industriais na informação que tem como referencia o Japão, os EUA e os centros europeus.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O LIVRO DA VIDA " THE BOOK OF LIFE"

Certamente, estão na exposição as obras da linguagem de forte colorido e mesmo que, por vezes, de referência a temas nada leves como o apartheid racial e as relacionadas à aids (o livro The Book of Life, de prevenção à doença, será distribuído gratuitamente na mostra), são sempre chamativas para um público diverso. "No trabalho dele há a alegria das cores, é sempre fácil de ver", justifica Sharon. No piso superior estão em vídeos, fotografia, documentário e objetos pessoais a menção biográfica a Haring, que esteve em São Paulo em 1983 ao participar da Bienal daquele ano (pintou um muro na Avenida Sumaré, depois, apagado) - e ele gostava do Brasil, vindo outras vezes passear na Bahia.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

POLUIÇÃO EM TODOS OS SETORES

O caos é cultuado na poluição visual como exemplo de progresso. Não há política para conter esta pratica torper. Métodos semelhantes são utilizados em relação ao som e ao lixo. O meio ambiente torna-se insuportável. Os projetos e ações em pratica não conseguem reverter a situação.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

FALARES SOBRE A POESIA

" Na década de 70 é usado para escolher entre Neruda e Vallejo. Você estava indo para Vallejo.
" Olha, eu acho que Neruda é, obviamente, um grande poeta. Mas a poesia se assemelha mais a um ou menos relacionado . Existem grandes poetas que li e não toque em nada , não é sua culpa , minha culpa. Não devemos falar de culpa nisso. É uma questão de afinidade espiritual , a experiência e tudo mais.
"Desde que Adão e Eva, ao que parece, discutimos o que é poesia. Para alguns, a palavra , pelo menos esperado. Para outros, o pensamento mais.
"Vou falar de mim escrever um poema que começa com o primeiro verso , e deve ser capaz de encontrá-lo. E então ele continua a ir , vá , vá em frente e quando você está em um poema não é o mesmo que quando você terminar ou para a esquerda e vê-lo em outro local.
- Você percebe quando você está indo o poema ?
"Quando você está no poema, você não sabe bem o que você está dizendo ... Eu percebo que eu escrevo, mas não o que eu escrevo. Então, quando você ler isso , diz bem, isso é mais ou menos , isso parece errado, ou não alcançado este poema e vai para o lixo.
- O trabalho de correção no texto pode ser uma outra fase de inspiração?
"Em mim não . Eu pouco correcta , ou seja, jogar algo que parece não sair. O poema é ou não é. E então eu percebo que é falho , mas eu começo a compor.
, Tenderia para o fabrico do poema.
"Claro, mas estou falando de mim , há outros poetas que não , não que eles são maus poetas , pelo contrário , são muito bons e é provável que, se eu me dedicar a corrigir, as minhas coisas seriam melhores. Mas para mim o que me interessa é o ato de poesia, e sinto-me traído , se eu começar a corrigir um monte ... Como o escritor é outro quando eu sinto que eu estou editando correto afirmar . E isso não é feito.
"Há autores para quem o ato de escrever é tortuoso. Simenon , que escreveu tanto , disse que "escrever não é uma profissão, mas uma vocação de infelicidade. " Há outros que professam a gozar como um animal que tem sua rotina no olho quando .
"O melhor momento do poema é para mim a sua escrita . Infelicidade vem depois, quando li isso .
" Faulkner disse que ele era um escritor , mas como um poeta falhado. Você se lembra de Cuneo Victor Hugo , o poeta ? Quiosquito tinha um livro para ele e , em seguida, atearam fogo em volta , ele pegou fogo em uma praça de Mendoza. Isso Chuca Cuneo um poeta não diz Di Benedetto, e Tejada Gomez , dizendo romancista fracassado. "Você já tentou um romance?
"Eu tentei uma vez.
- E então?
" E eu tenho a página 30. Como cansado.
"Falando de Faulkner, escreveu: "Porque, se na América , temos , em nossa cultura desesperado ao ponto em que temos de assassinar crianças , não importa por qual razão ou qual a cor , não merecem sobreviver, e provavelmente não vai sobreviver. " Esta parceria , Argentina , seguindo esse raciocínio, "merece sobreviver?
" Survive , de qualquer maneira. A afirmação bombástica Faulkner tem uma pequena falha : ele usa a primeira pessoa do plural e está entre os assassinos. É verdade?
Graham Greene , insistiu em que a natureza humana não é a preto e branco , mas preto e cinza. Para Gelman , como?
, preto, cinza e de todas as cores , mesmo aqueles que não existem na natureza.
"Quando eu nomeado como um "poeta político ", como parece?
- Quer dizer que foi um poeta Arquíloco político? E, no entanto , ele escreveu poemas pacifistas . Você diz que Shakespeare foi um poeta político? E, no entanto , ninguém como ele investigadas as crueldades e desmandos da luta pelo poder. Não estou comparando , é claro , não devemos fazer comparações , como eu disse Gardel. Acredito que a poesia é a palavra de queimada, que seu único problema é a poesia.
" Então nós podemos falar sobre tudo na poesia.
"Você pode falar sobre qualquer coisa. Para amar .

sexta-feira, 9 de julho de 2010

POEMA DE VICENTE DE PERCIA

ANGÚSTIA

Nas calçadas repletas de gente o isolamento.
Nesta noite a analogia do negrume
cobre os miolos e o ego.

Há pouco colocava ketchup
e mostarda no cachorro quente,
tomava coca-cola.

Subitamente, as mãos ficaram úmidas
debruçadas nos teus cabelos distantes,
desfalecendo no vazio
no silêncio precipitado que corrói: a cabeça, as artérias, o estômago.

No reflexo somente a consciência
união chão a matéria.
Despia a alma duvidosa,
incendiando a inquisição...
Mostrando este poema louco.
vertiginoso,
sem sons,
Atritante nos ossos.

Dissolvia o tempo para o último encontro,
apontando todos os fortíssimos erros;
impondo segundo a segundo
com golpes fundos
o prenúncio da derrota,
o mistério de Chorar.

Poema de Vicente de Percia- "Brasil da Silva:Mistério de Chorar"- edit/ Achiamé, Rio de Janeiro.



terça-feira, 6 de julho de 2010

POEMA ECHO "IN" CARTAGENA




EL HOMBRE NO ES TAN VIOLENTO
LA MIRADA MUESTRA EL LINGUAGE
LA CULPA
EL AMOR EN SUS DIFERENTES MATIZES

Vicente de Percia
enero 2010